Quando falamos sobre segurança elétrica e sistemas de proteção contra raios, um dos termos mais importantes, e muitas vezes pouco conhecidos, é a tensão de toque. Entender o que é esse item recorrente do fenômeno e como preveni-lo é essencial para garantir a proteção de pessoas e animais.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que é a tensão de toque e passo, como elas ocorrem, quais são os riscos envolvidos e como a NBR 5419 e outras normas internacionais e estrangeiras orientam as medidas necessárias para evitar acidentes.
A tensão de toque é a diferença de potencial elétrico entre dois pontos, geralmente entre uma parte metálica para uma pessoa ou para o solo que ocorre durante uma descarga atmosférica.
Imagine o seguinte: um raio atinge uma estrutura com um sistema de proteção (SPDA). A corrente é conduzida da captação ao solo através das descidas naturais (estruturas/colunas metálicas ou por descidas não naturais (descidas externas do SPDA), mas, nesse processo se tiver uma pessoa ou animal encostado ou tocando um destes pontos onde a corrente da descarga atmosférica estiver sendo conduzida, parte da energia poderá ser conduzida para as mesmas e o corpo conduzir até o solo.
Por exemplo, se houver contato em uma estrutura metálica (como pilares metálicos) aterrada ou não (como uma cerca, poste, descidas de para raios ou portão metálico) enquanto estiver em pé, sentado ou deitado encostando nas partes metálicas, pode haver passagem de corrente elétrica pelo corpo, e esse é o risco da tensão de toque, que pode ser perigosa ou até fatal.
A tensão de passo é a diferença de potencial elétrico entre os pés de uma pessoa que está caminhando ou em pé sobre o solo energizado, próximo a um ponto de descarga atmosférica (raio) ou falha elétrica.
Quando um raio atinge o solo (ou uma estrutura conectada ao solo, como uma malha de aterramento), a corrente se espalha radialmente pelo terreno. À medida que essa corrente se afasta do ponto de impacto, a tensão no solo diminui gradativamente — mas não de forma uniforme.
Assim, se uma pessoa estiver próxima ao ponto atingido e tiver um pé mais próximo do ponto de descarga do que o outro, ou mesmo sentado ou deitado, haverá uma diferença de potencial entre os dois pés ou entre outros pontos do corpo. Essa diferença causa uma corrente elétrica através do corpo, que pode ser perigosa ou até fatal.
Imagine um raio atingindo o solo próximo a uma pessoa.
A proteção contra a tensão de toque e passo exige um projeto técnico bem dimensionado e o uso de materiais certificados, que garantam o escoamento seguro da energia.
A seguir, alguns pontos fundamentais:
O sistema de aterramento adequado (malha de terra, hastes, cabos enterrados, etc.) permite a dissipação rápida e homogênea da corrente de descarga no solo, reduzindo o gradiente de potencial e, portanto, a tensão de passo.
É o processo de conectar todas as partes metálicas e estruturas ao mesmo potencial elétrico, evitando diferenças locais de tensão que possam causar correntes perigosas.
Em áreas onde pessoas possam circular (como subestações, pátios de indústrias, áreas próximas a postes e torres), o espaçamento entre condutores da malha deve ser pequeno (geralmente entre 3 e 5 m).
Isso ajuda a uniformizar o potencial do solo e a reduzir as tensões de passo e toque.
Aplicar uma camada de brita, cascalho ou concreto poroso sobre o solo aumenta a resistência de contato dos pés com o solo, diminuindo a corrente que pode atravessar o corpo.
Em locais de risco (subestações, torres, para-raios, etc.), restringir o acesso durante tempestades e colocar sinalizações de segurança.
Evitar caminhar em áreas abertas durante descargas atmosféricas.
Manter os pés juntos e dar passos curtos (ou saltar com os pés unidos) se precisar se afastar do local atingido, isso reduz a diferença de potencial entre os pés.
Mesmo que o sistema de proteção esteja instalado, se o aterramento e a equipotencialização não forem bem projetados, a descarga pode causar choques, queimaduras ou até acidentes fatais. |
As normas definem todas as medidas necessárias para projetar, instalar e manter sistemas que minimizem os riscos de tensão de toque e tensão de passo.
Ela determina que o projeto de um SPDA deve incluir:
Em resumo: seguir as normativas, é seguir um roteiro técnico para segurança comprovada.
Na ABC Para-Raios, cada instalação é planejada com base normativas e nas condições reais do ambiente.
Nossa equipe técnica realiza:
O resultado é proteção real, técnica e duradoura, tanto para as pessoas quanto para o patrimônio.
A tensão de toque e passo é um fenômeno invisível, mas extremamente perigoso. Com o projeto correto, materiais adequados e manutenção regular, é possível eliminar esse risco e garantir que o SPDA funcione com segurança total.
Se a sua empresa ainda não realizou uma avaliação técnica ou não sabe se o sistema está em conformidade normativa, este é o momento de agir.
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